quarta-feira, 31 de maio de 2017

SE O MUNDO É DOS JOVENS ... Uma reflexão sobre envelhecer na sociedade moderna

Vivemos num mundo que envelhece a cada dia!

 O que fazer quando se passar dos 50 e o mercado de trabalho começar a se estreitar?

O que refletir se os pensamentos nessa fase estão obsoletos para tanta tecnologia?

O que exercitar se o culto do corpo exalta a juventude  e condena o desgaste natural da matéria?


A você que trata os mais velhos, ou idosos, ou terceira idade, ou seja lá qual rótulo você irá criar para marginalizar essa fase da vida, dirijo minhas considerações:

Quem disse que é tempo de parar?

Quem disse que a vida tem "time over" para ação senão o próprio findar dela?

Quem ousa invalidar a mente, os saberes, a essência de quem já passou por tantas experiências, como se existisse uma data definida para o auge na vida de cada um?

O que faremos ao atingir esse patamar da vida se não morrermos fisicamente antes? Nos matamos intelectualmente? Sufocamos nosso conhecimento? Atrofiamos nossos sonhos e descartamentos nossas vivências?

Que sociedade é essa que acha "bonitinho" quem, após os cinquenta anos ou mais, namora, começa uma faculdade, um esporte novo? E para quem está na casa dos setenta ou e oitenta então? Por quê fazer parecer tão bizarro aquele que dirige, faz yoga, trabalha e se esforça para continuar VIVO, no mais amplo sentido da palavra?

Não invalidem a pessoa pela qual lutamos ser; aquela que passou por poucas e boas; que encarou muitos vendavais; que se superou depois de muitos tropeços e que tem a riqueza de todos esses momentos em sua memória, nas marcas do tempo em sua face e está pronta para partilhar e agregar na vida de alguém ...

Desafio a você, que olha o velho como peso morto a mostrar na essência, onde se mede a cronologia da alma, dos saberes e da capacidade de aprender. Todos as pessoas com vinte anos tem a mesma vivência? E com 30, 40, 60, 80 ... ?

Vamos quebrar esse preconceito de achar que o envelhecimento anula e invalida a pessoa que fomos, somos e podemos continuar a ser, com ou sem as limitações físicas.

Sempre teremos muito a ensinar e muito mais ainda a aprender!

Anna Feitoza
Neuropedagoga

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